A Rainmaker voa drones para dentro das nuvens para dispersar iodeto de prata, semeando precipitação para regiões com escassez de água.
A aposta
A semeadura de nuvens por drones pode vender chuva para regiões com estresse hídrico, se uma startup conseguir modernizar uma técnica antiga e se antecipar às questões de segurança.
O fundador e CEO Augustus Doricko criou a Rainmaker em São Francisco com base na descoberta de 1946 da GE sobre a semeadura de nuvens e no estudo marco de 2017 que observou pela primeira vez o iodeto de prata funcionando por meio de radar e pluviômetros.
Em 23 de agosto de 2026, a Rainmaker semeou nuvens sobre Homer, no Alasca, alegando 19 milhões de galões americanos de água produzidos em três horas — cerca de 0,01 polegada de chuva em 100 milhas quadradas. Cooper Freeman, diretor no Alasca do Center for Biological Diversity, criticou o fato de os moradores não terem sido alertados e de nenhum monitoramento a jusante ter verificado o impacto ambiental do iodeto de prata. Doricko respondeu que cada voo libera 20 gramas de iodeto de prata em milhares de quilômetros quadrados, colocando a concentração no solo em partes por quatrilhão, abaixo dos limites da FDA. A empresa opera em Idaho, Utah, Colorado e na Jordânia, onde os moradores podem ter água encanada apenas algumas horas por semana.
A escassez de água é um mercado pagante: o secretário-geral da ONU alertou em julho de 2026 que o mundo usa água doce mais rápido do que ela se repõe.
Os drones oferecem uma precisão que a semeadura tradicional tripulada não consegue, e é por isso que os climatologistas estaduais recebem bem a inovação.
A economia não está comprovada em escala — a produção alegada equivale a um centésimo de polegada de chuva em 100 milhas quadradas.
Operar sem aviso local atrai a reação negativa de segurança e transparência que pode definir o ambiente regulatório de todo o setor.
Vender o clima significa vender confiança: em um setor de 80 anos, as alegações técnicas são a parte fácil — avisar as pessoas sob suas nuvens é o requisito de produto mais difícil.
Segundo a reportagem da BBC de 7 de outubro de 2026, a Rainmaker continuava operando nos EUA e na Jordânia, enquanto a falta de aviso público no experimento de Homer permanecia como ponto de controvérsia; abordagens concorrentes, como o agente de semeadura proteico biodegradável da Recast Systems em testes na Texas A&M, avançam em paralelo.
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As fontes
- Rainmakers: Will drones make cloud seeding more effective? BBC News · bbc.com ·