A Balaji Telefilms é o estúdio indiano por trás de décadas de seriados de TV e de filmes como The Dirty Picture, e agora está reconstruindo seus negócios digital e cinematográfico.

Uma Kutingg voltada para a família, somada a um pipeline de filmes com risco reduzido — direitos digitais pré-vendidos, de modo que a bilheteria seja um bônus —, pode substituir o modelo de conteúdo ousado que os reguladores encerraram.

Ektaa R. Kapoor lançou a ALTBalaji em 2017 para fazer no digital o que a TV não a deixava fazer; até 2026, a plataforma, renomeada ALTT e conhecida por programação adulta, havia sido bloqueada até deixar de existir, e Kapoor havia se afastado dela cinco anos antes.

A empresa reaproveitou sua plataforma de microdramas Kutingg como uma OTT voltada para a família, migrou os assinantes da ALTT e os títulos não adultos, e montou uma grade de filmes de quatro a cinco longas por ano, a ₹70–80 crore cada, começando com Bhooth Bangla em abril de 2026.

O regulador, não o mercado, matou a ALTT: os bloqueios por obscenidade tornaram a estratégia de conteúdo ousado insustentável.

A economia da produção de TV se rompeu — os custos continuaram subindo sem ganhos de receita —, então a empresa se recentra em filmes.

A pré-venda dos direitos digitais reduz o risco de um negócio de bilheteria que só tem uma chance por filme.

Uma nova marca permite à Balaji manter os assinantes da ALTT sem herdar sua reputação de conteúdo adulto junto aos anunciantes.

A regulação pode apagar um produto da noite para o dia; uma transição suave — nova marca, assinantes migrados, biblioteca portada — salva o público sem carregar a bagagem da marca antiga.

Em 1º de abril de 2026, Bhooth Bangla estava previsto para lançamento naquele mês, a Kutingg estava no ar com um pipeline de mais de 200 microdramas, e Dwivedi enquadrou o ano seguinte como o teste para saber se a pirâmide — filmes, depois digital e TV — compensa.

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As fontes

  1. The great reset: How Balaji Telefilms is swapping edgy originals for a family-first future Mint · livemint.com ·