A PassHub é uma plataforma B2B brasileira que conecta agências de viagens a consolidadores e fornecedores em um só lugar: uma única busca compara tarifas, condições comerciais e incentivos entre parceiros, enquanto a agência mantém a liberdade de trabalhar com qualquer fornecedor. A empresa vem adicionando ferramentas de pagamentos, automação, atendimento, IA e gestão operacional para concentrar mais da rotina de uma agência em um único ambiente, posicionando a plataforma como a camada de tecnologia entre agências independentes e o ecossistema do turismo.
A aposta
Um hub neutro que pesquisa todos os consolidadores em uma única consulta e automatiza fluxos de trabalho com IA pode se tornar a infraestrutura que as agências independentes brasileiras não têm.
Rodada de R$ 7,5 milhões (2026) liderada pela Parceiro Ventures
Marcos Americano Rodrigues abriu sua primeira agência de viagens aos 17 anos, enquanto estudava contabilidade na FEA-USP, e viveu a fragmentação que depois atacou: agentes comparam tarifas e incentivos entre muitos sistemas de fornecedores manualmente. Em 2025, sua agência se fundiu com a Passabot, uma startup de IA criada por alunos do Insper e do ITA, formando a atual PassHub. A equipe trabalhou no centro de inovação InovaUSP da universidade até a empresa alugar seu próprio escritório.
Nove meses após o início, a PassHub ultrapassou 2.000 agências cadastradas e vinha crescendo mais de 80% ao mês desde janeiro de 2026. Sua proposta é o oposto de uma plataforma fechada: uma única busca compara o que cada consolidador e fornecedor oferece, a IA automatiza busca, recomendações, atendimento e suporte (até 10 vezes mais rápido em algumas tarefas), e milhares de agências independentes são agrupadas em um único bloco. Uma rodada de R$ 7,5 milhões liderada pela Parceiro Ventures, noticiada pela FEA-USP em agosto e pela Qual Viagem em setembro de 2026, financia tecnologia da plataforma, mais integrações com fornecedores, recursos de IA e crescimento da equipe, com as universidades como principal canal de recrutamento.
As agências independentes formam a cauda longa fragmentada do turismo brasileiro, então uma camada neutra que as conecta a todos os fornecedores resolve uma dor que os agentes sentem diariamente.
O fundador conhecia o problema como operador — abriu sua própria agência aos 17 anos — e a fundiu com uma equipe de IA em vez de começar do zero.
A tração veio antes da rodada: 2.000 agências cadastradas em nove meses, com crescimento acima de 80% ao mês desde janeiro de 2026, demonstraram demanda real.
Manter-se neutro em relação aos fornecedores protege a posição: as agências mantêm sua liberdade, permitindo que o hub agregue milhares de independentes em um único bloco comercial.
A fragmentação é uma oportunidade de produto, não apenas uma queixa: um hub que conecta um mercado fragmentado sem possuir nenhum fornecedor vence por se manter aberto.
No início de setembro de 2026, a PassHub relata mais de 2.000 agências cadastradas nove meses após o lançamento, crescimento acima de 80% ao mês desde janeiro e uma rodada de R$ 7,5 milhões liderada pela Parceiro Ventures, noticiada pela FEA-USP em 27 de agosto e pela Qual Viagem em 2 de setembro. Os recursos vão para o desenvolvimento da plataforma, mais integrações com fornecedores, IA nos fluxos de trabalho das agências e contratações, com as universidades como principal frente de recrutamento. Se o hub se tornará infraestrutura para as agências independentes brasileiras — ou será espremido à medida que os consolidadores criarem suas próprias ferramentas — testará se a agregação neutra é um fosso durável.
CONFIRA AS EVIDÊNCIAS
As fontes
- Rodada liderada pela Parceiro Ventures injeta R$ 7,5 milhões na startup PassHub Qual Viagem · qualviagem.com.br ·
- Aluno da FEA capta R$ 7,5 milhões com startup de tecnologia FEA-USP · fea.usp.br ·