A Reali era uma startup de tecnologia imobiliária que permitia aos clientes comprar e vender imóveis em uma única transação coordenada, com programas de 'compre antes de vender' e de oferta em dinheiro.

A Reali apostou que os proprietários pagariam por um negócio coordenado de compra e venda com poder de oferta em dinheiro; quando os juros dispararam, apostou que encerrar as operações era melhor do que captar mais recursos.

Mais de US$ 290 milhões em dívida e capital, segundo o Crunchbase; a última rodada foi uma Série B de US$ 100 milhões em agosto de 2021, liderada pela Zeev Ventures com Akkadian Ventures e Signia Ventures

Amit Haller e Ami Avrahami fundaram a Reali em Israel em 2016, motivados pela frustração pessoal, como investidores imobiliários, com a qualidade do serviço dos corretores e as altas comissões que pagavam; o objetivo era um processo de compra e venda mais transparente, honesto e profissional.

A Reali estava entre as empresas pioneiras a oferecer programas de 'compre antes de vender' e de oferta em dinheiro aos proprietários. Captou uma Série B de US$ 100 milhões em agosto de 2021, quando tinha cerca de 180 funcionários; um ano depois, o quadro era de 140 pessoas, à medida que juros, inflação e escassez de estoque pressionavam os compradores de imóveis e pares como a Homeward, que cortou 20% do quadro, e a Better.com, que cortou milhares de postos.

Em 25 de agosto de 2022, a Reali anunciou que havia começado a encerrar as operações e que demitiria a maior parte de sua força de trabalho em 9 de setembro. Uma pequena equipe permanece para dar suporte às transações ativas até o fim do ano, enquanto a Reali negocia com partes interessadas em comprar partes do negócio, incluindo originação de hipotecas, títulos e custódia (title & escrow) e compra com poder de caixa (power buying).

A decisão de encerrar as operações veio diretamente da mecânica do mercado: a alta dos juros e a inflação atingiram os compradores de imóveis, e o ambiente de captação de capital tornou-se desfavorável.

Os produtos centrais da Reali dependem da capacidade de balanço patrimonial, que fica caro exatamente quando os juros sobem.

Mesmo mais de US$ 290 milhões captados e uma nova Série B de US$ 100 milhões doze meses antes não conseguiram atravessar a retração, mostrando o quanto o modelo era ávido por capital.

Programas de oferta em dinheiro e de compre antes de vender são produtos de balanço patrimonial: quando os juros sobem, a máquina que conquistava listagens se torna o custo que afunda a empresa.

Em 25 de agosto de 2022, a maior parte dos 140 funcionários restantes estava programada para ser demitida em 9 de setembro, com uma pequena equipe encerrando as transações ativas até o fim de 2022 e negociações de venda em andamento para as unidades de originação de hipotecas, títulos e custódia e compra com poder de caixa. Outro empreendimento dos fundadores Haller e Avrahami, a construtora Veev, havia captado uma Série D de US$ 400 milhões em março de 2022.

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As fontes

  1. Real estate tech startup Reali to shut down after raising $100M one year ago TechCrunch · techcrunch.com ·