A Cozo Pets (Brujun Technologies) era uma startup indiana de bem-estar animal — passeio de cães, exercícios, banho e tosa — fundada em 2018 pelos ex-executivos do Uber Vaibhav Jain e Yasir Khalil, com Minal Kaushik, esposa de Jain.

Que passear com cães e o bem-estar animal poderiam ser um negócio em escala de capital de risco na Índia — uma aposta destruída não pelo mercado, mas pela governança dos fundadores.

O investidor-anjo Adit Parekh investiu Rs 15 lakh após conhecer Jain, trazendo Viren Doshi (Rs 10 lakh), FirstCheque (~Rs 25 lakh) e a Titan Capital, dos fundadores do Snapdeal (Rs 2 crore). Em meados de 2019, a empresa alegava ter atendido 3.500 tutores de animais e uma receita que quadruplicara de Rs 50 lakh para Rs 2 crore em três meses; o CEO da Ola, Bhavish Aggarwal, também considerava investir.

Em agosto de 2019, a Sequoia Capital e a Matrix Partners emitiram, cada uma, term sheets de US$ 3,5 milhões — então a diligência delas em uma localidade de Gurugram encontrou cerca de 20 cães sendo passeados por pessoas com camisetas da Cozo, nenhuma das quais um segurança antigo tinha visto antes; passeadores e clientes admitiram ter sido orientados pelos fundadores para a visita dos investidores. O Moneycontrol verificou extratos bancários que mostravam Rs 56,64 lakh pagos à Zorro, o call center do cofundador Khalil, em 10 transações; Rs 27,6 lakh ao cunhado do CEO Jain como adiantamento de aluguel e depósito; e Rs 6,93 lakh à cunhada de Jain por camisetas e bonés — enquanto a empresa alegava que toda a sua receita era em dinheiro, sem nenhum pagamento digital. Sequoia e Matrix se retiraram. Os investidores enviaram uma notificação legal de 13 páginas em 25 de setembro exigindo Rs 6.537.033 — investimento mais juros de 18% mais custos legais — alegando fraude, apropriação indevida e desvio de recursos, e reclamaram ao Registrador de Empresas, ao Departamento de Imposto de Renda e ao Serious Frauds Investigation Office. A resposta do cofundador Khalil acusou os investidores de sabotagem para financiar empreendimentos concorrentes; a empresa devolveu cerca de 10% do dinheiro captado.

Efetivamente extinta: os fundadores ficaram meses sem responder aos investidores, o aplicativo Cozo Plus de consultas veterinárias, após o pivô, falhou no login quando o Moneycontrol o testou, e os investidores esperavam recuperar pouco dos Rs 2,5 crore captados.

A fraude foi descoberta pelo teste menos glamouroso do capital de risco: um segurança perguntou se os passeadores de cães vinham todos os dias.

O rastro documental é a história — extratos bancários, contratos de aluguel e notificações legais transformam o que poderia ser uma disputa de versões em fluxos documentados entre partes relacionadas.

O lado dos investidores falhou primeiro na fase-anjo, em que não existem sistemas para verificar clientes; é na fase de term sheet que essa lacuna é precificada.

Uma resposta do fundador acusando os investidores de sabotagem, um acordo de não concorrência exigido antes dos reembolsos e um aplicativo quebrado mostram uma empresa otimizando sua narrativa até o fim.

Anjos financiam confiança; a diligência a testa. Quando a receita alegada é toda em dinheiro e os clientes podem ser encenados em uma esquina, o term sheet era o único produto real.

Até a atualização de 2 de março de 2022, apenas cerca de 10% do dinheiro investido havia sido devolvido, os fundadores não respondiam aos investidores havia cerca de seis meses, e a Titan Capital havia investido separadamente na Super Tails, outra plataforma de cuidados com animais. O material não relata recuperação nem resolução.

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As fontes

  1. From High Growth to Governance Issues: Inside a Petcare Startup's Struggles Moneycontrol · moneycontrol.com ·