A HD opera um marketplace de serviços de saúde ambulatoriais no Sudeste Asiático — pense em uma Amazon dos serviços de saúde — e lançou sobre ele o HDcare, um serviço de cirurgias de marca própria.

Que a capacidade ociosa de salas de operação dos hospitais, vendida por meio de um marketplace que traz pacientes diretamente, pode tornar a cirurgia privada 15–20% mais barata e ainda pagar a todos.

Rodada de US$ 6 milhões da Partech Partners, M Venture Partners, AC Ventures, iSeed e Orvel Ventures; também foi aceita no Google for Startups Accelerator Sudeste Asiático.

Sheji Ho, antes cofundador da facilitadora de e-commerce aCommerce, notou cirurgiões tailandeses anunciando para clientes privados no Facebook. Em uma região onde 40% dos gastos em saúde saem do bolso (OMS, 2018) e os pacientes vão direto aos hospitais com longas filas, os médicos "são meio que como comerciantes que atuam em diferentes plataformas", disse ele. A HD foi lançada por volta de 2019 e construiu um marketplace ambulatorial do jeito difícil — conduzindo os hospitais pela mão até a plataforma, o que Ho chama de seu fosso competitivo porque "o SaaS ainda é cedo demais para o Sudeste Asiático".

Quando a COVID dizimou os turistas médicos da Tailândia, as salas de operação ficaram vazias — "organicamente, os hospitais quiseram usar nossas plataformas", disse Ho. Dois meses antes da reportagem do TechCrunch, a HD lançou o HDcare: cirurgias de marca própria (tireoide, hemorroida, ortopédica) agendadas pelo marketplace com 15–20% abaixo do mercado, com a HD negociando a redução das tarifas de sala. O serviço começou com mais de 20 salas de operação na Tailândia e na Indonésia, mais de 40 tipos de cirurgia na fila e uma meta de 200 cirurgias por trimestre até o quarto trimestre de 2023. A HD monetiza por meio de comissões sobre transações, taxas de listagem e produtos de marketing para prestadores, no estilo Amazon Ads, e coloca os pacientes em primeiro lugar nas disputas em categorias subjetivas como estética.

A matemática da economia compartilhada precisa de ativos ociosos e demanda não atendida no mesmo lugar — salas de operação paradas pela pandemia e pacientes insensíveis a preço já estavam ambos lá.

O trabalho inicial e burocrático da HD de integrar hospitais tornou-se o fosso competitivo: em um mercado onde a adoção de SaaS é prematura, a oferta conduzida manualmente é defensável.

A tese de recessão de Ho orientou o timing: o Groupon cresceu com restaurantes ociosos e o Airbnb com casas vazias — salas de cirurgia vazias eram a mesma aposta.

Recessões recompensam motores de conexão: a oferta excedente é a matéria-prima, e a startup que a agrega pode definir preços que ambos os lados aceitam.

Em 2 de janeiro de 2023, a HD impulsionava o HDcare rumo a 200 cirurgias por trimestre até o quarto trimestre de 2023, mirando crescimento anual de 2–3x no pós-COVID, recém-financiada com US$ 6 milhões e com acesso a oferta mais profunda de sua rede de 1.500 prestadores.

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As fontes

  1. This startup brings Southeast Asia's vacant hospital rooms into the sharing economy TechCrunch · techcrunch.com ·