Prestador nigeriano de saúde digital que oferece seguro-saúde por assinatura (Reliance HMO), telemedicina, entrega de medicamentos e clínicas próprias e parceiras para pessoas físicas e empresas.
A aposta
Que pacientes de mercados emergentes precisam de um pacote — seguro, telemedicina, clínicas e entrega de medicamentos em uma única assinatura — e não de um aplicativo isolado de "médico no bolso".
Rodada Série B de US$ 40 milhões (fev. 2022) liderada pela General Atlantic, elevando o financiamento total a US$ 48 milhões, somando uma seed de US$ 2 milhões pós-YC (2017) e uma Série A de US$ 6 milhões (jan. 2020)
Femi Kuti, Opeyemi Olumekun e Matthew Mayaki lançaram em 2015 o aplicativo de telemedicina Kangpe, com a ideia de "um médico no seu bolso", após passarem pelo Y Combinator. Um ano depois, perceberam a lacuna: uma conversa que terminava com a recomendação de um raio-X, cirurgia ou especialista deixava os pacientes sem onde continuar o percurso. Fizeram uma transição suave para a Reliance Health — um prestador integrado capaz de gerenciar o cuidado de ponta a ponta por meio de assinaturas.
A Reliance Health vende planos da Reliance HMO de ₦ 3.500 (~US$ 7) a ₦ 148.500 (~US$ 297) em termos mensais, trimestrais ou anuais, combinados com telemedicina, entrega de medicamentos e suas próprias duas clínicas em Lagos, além de planos para empregadores. Até fevereiro de 2022, atendia mais de 200.000 pessoas físicas e 600 clientes empresariais, incluindo a Nivea da Beiersdorf, a Jumia e a PwC, alegando crescimento médio de receita de 3,5x ano a ano desde 2016. Levantou uma seed de US$ 2 milhões após o Y Combinator em 2017 e uma Série A de US$ 6 milhões em janeiro de 2020, e então fechou uma Série B de US$ 40 milhões liderada pela General Atlantic — o primeiro investimento em tecnologia da firma na África e a maior rodada em healthtech africana na época — com a participação de Partech, Picus Capital, Tencent Exploration, Asia Africa Investment and Consulting, P1 Ventures, Laerdal Million Lives Fund e M3, elevando o financiamento total a US$ 48 milhões.
Ainda em expansão: a rodada de 2022 financiou mais duas clínicas em Abuja e Port Harcourt, uma entrada no Egito e produtos voltados à diáspora; nenhuma avaliação ou saída posterior foi divulgada.
A telemedicina sozinha não conseguia completar um percurso de cuidado na Nigéria; seguro mais clínicas mais entrega fecharam o ciclo e tornaram as assinaturas recorrentes.
Um modelo de taxa única simplificou a decisão de compra para pessoas físicas e empregadores, convertendo a saúde em uma assinatura mensal em vez de uma despesa de emergência.
Planos empresariais para companhias como Nivea, Jumia e PwC deram à Reliance uma base de clientes âncora com alta retenção.
A escala do mercado nigeriano subatendido e o crescimento de receita comprovado fizeram da Reliance o primeiro investimento em tecnologia africana da General Atlantic — a maior rodada de healthtech do continente na época.
Um recurso não conserta um sistema quebrado: a Reliance venceu ao tornar a telemedicina uma camada de uma assinatura integrada com seguro, clínicas e entrega — monetizando todo o percurso de cuidado.
Em fevereiro de 2022, a Reliance Health opera uma plataforma integrada de saúde por assinatura na Nigéria, com mais de 200.000 pessoas físicas e 600 empresas atendidas, duas clínicas próprias em Lagos, telemedicina, entrega de medicamentos e planos da Reliance HMO de cerca de US$ 7 a US$ 297. Sua Série B de US$ 40 milhões, liderada pela General Atlantic e totalizando US$ 48 milhões em financiamento, foi destinada a duas clínicas adicionais em Abuja e Port Harcourt, um lançamento no Egito planejado para meados de 2022, produtos voltados à diáspora e contratações. Nenhum número posterior de avaliação, receita ou saída foi divulgado.
CONFIRA AS EVIDÊNCIAS
As fontes
- Nigerian healthtech startup Reliance Health raises $40M led by General Atlantic TechCrunch · techcrunch.com ·
- Nigeria's Reliance Health raises $40m Series B funding round Disrupt Africa · disruptafrica.com ·