A Buser é uma plataforma brasileira de viagens intermunicipais que vende passagens de ônibus fretados e de marketplace, precifica-as dinamicamente como companhias aéreas e planeja rotas e demanda com aprendizado de máquina.

O mercado brasileiro de ônibus regulado e de rotas fixas migraria para fretados com precificação dinâmica e passagens de marketplace, onde ocupação e yield orientados por dados superam as linhas licenciadas.

US$ 500 mil em seed (Canary, Yellow Ventures, Fundação Estudar), Série A da Valor Capital e Monashees, Série B de 2019 liderada por SoftBank e Globo Ventures, e uma Série C de R$ 700 milhões liderada pela Lightrock em 2021.

Em 2016, ao planejar seu casamento na Bahia, Marcelo Abritta percebeu que sua família pagava aproximadamente o dobro por passagens individuais em comparação ao fretamento de um ônibus; ele cofundou a Buser em junho de 2017 com Marcelo Vasconcellos, ambos formados pelo ITA.

Operadores incumbentes processaram e fizeram lobby à medida que a Buser crescia; a ANTT posteriormente reconheceu suas operações como legais. Quando as taxas de juros subiram em 2022, a Buser cortou o quadro de 550 para 240 funcionários, saiu de cidades que não atingiam o ponto de equilíbrio em seis meses e tornou-se positiva em fluxo de caixa no segundo semestre de 2023.

A Buser registrou seu primeiro lucro operacional em 2024: receita acima de US$ 100 milhões, R$ 100 milhões de lucro operacional, cerca de 12 milhões de passageiros em mais de 250 cidades, ocupação média de 80% contra cerca de 60% dos operadores tradicionais; o plano para 2025 era crescer 50% em receita, para US$ 150 milhões, e fazer fusões e aquisições com incumbentes.

A aposta é explícita: um mercado fragmentado de R$ 15 bilhões regulado pelo Estado pode ser consolidado por um operador digital que precifica dinamicamente.

A tração é específica e datada: receita acima de US$ 100 milhões em 2024, R$ 100 milhões de lucro operacional, 12 milhões de passageiros e 80% de ocupação, segundo a Bloomberg Línea e a PEGN.

A história mostra a batalha regulatória: ações judiciais do cartel de incumbentes, depois o reconhecimento pela ANTT, um caminho comum para entrantes de mercado na América Latina.

O pivô de eficiência de 2022 (de 550 para 240 funcionários, caixa positivo no segundo semestre de 2023) é um playbook transferível do período pós-juros zero.

Quando os incumbentes dominam rotas licenciadas e preços fixos, ataque a demanda: a economia do fretamento supera as tarifas, a ocupação gerida por máquina supera a oferta protegida e a disciplina de eficiência sobrevive aos processos judiciais.

Na entrevista à Bloomberg Línea de 18/02/2025, a Buser estava explorando fusões e aquisições com operadores tradicionais, contratando Rodolfo Juliani, ex-Lightrock, como Diretor de Estratégia e Novos Negócios, com um pipeline que incluía empresas de porte semelhante. Em fevereiro de 2025, captou R$ 30 milhões em media-for-equity com a 4Equity para dobrar seu orçamento de marketing. A concorrência está aumentando: a alemã Flixbus entrou no Brasil e a Uber lançou um shuttle São Paulo–Guarulhos; a meta da Buser para a alta temporada era de 1,5 milhão de passageiros de dezembro de 2024 a fevereiro de 2025. Não foram encontrados marcos públicos mais recentes até 02/09/2026.

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As fontes

  1. Brazil Bus Startup Buser Eyes Acquisitions After First Profit Bloomberg Línea · bloomberglinea.com ·
  2. Buser capta R$ 30 milhões em media for equity PEGN (Globo) · revistapegn.globo.com ·