A Impossible Foods fabrica carne à base de plantas projetada para substituir produtos de origem animal: seu hambúrguer usa leghemoglobina de soja, uma proteína vegetal que carrega o heme — a molécula de ferro que dá sabor à carne — e é vendido primeiro para restaurantes, com o varejo de supermercado como o próximo campo de batalha.
A aposta
Que os consumidores de carne mudariam de hábito se um hambúrguer vegetal realmente tivesse gosto de carne bovina — e que a Impossible conseguiria escalar dos restaurantes para o varejo de supermercado antes que a Beyond Meat dominasse a gôndola.
Patrick Brown fundou a empresa de Redwood City, na Califórnia, por volta de 2011 — a TechCrunch a descreveu como tendo seis anos em agosto de 2017 — para substituir produtos de origem animal por itens projetados a partir de plantas. Seu primeiro produto foi um hambúrguer baseado em leghemoglobina de soja, e, ao longo de rodadas anteriores, seus apoiadores incluíram Bill Gates, Khosla Ventures, Horizon Ventures, GV, Viking Global Investors e UBS.
Em 2017, o hambúrguer estava disponível apenas em restaurantes selecionados, e, em maio, a empresa abriu uma fábrica em Oakland, onde esperava produzir 1 milhão de libras de carne vegetal moída por mês. No final de julho, anunciou discretamente uma rodada de US$ 75 milhões liderada pela Temasek, com a participação da Open Philanthropy e dos investidores anteriores Bill Gates, Khosla Ventures e Horizon Ventures; a TechCrunch noticiou o fato em 2017-08-01, elevando o financiamento total a quase US$ 300 milhões. O dinheiro destinava-se à corrida para o varejo de supermercado, onde a Beyond Meat já estava em centenas de lojas Whole Foods e Safeway e entrando em mais de 600 lojas Kroger em 13 estados.
O sabor é o fator de mudança: o heme na leghemoglobina de soja faz o hambúrguer cozinhar e ter gosto de carne bovina, então a proposta se dirige aos consumidores de carne, não apenas aos vegetarianos.
A missão exigia escala industrial: uma fábrica com meta de 1 milhão de libras por mês mostra que a Impossible acreditava que a carne vegetal precisava ser produzida como comida de verdade, barata e em volume, para ter relevância.
A rodada comprou tempo em uma corrida visível: a Beyond Meat já estava em centenas de lojas e entrando em 600 unidades Kroger, então a vantagem de ser pioneira no varejo de supermercado era a ameaça à qual os US$ 75 milhões respondiam.
A ciência atraiu bolsos profundos: a Temasek liderou com a Open Philanthropy e os primeiros apoiadores Gates, Khosla e Horizon; GV, Viking e UBS já haviam investido, elevando o financiamento total a quase US$ 300 milhões.
Um produto de missão ainda precisa vencer no sabor e na distribuição: a Impossible projetou o heme para superar a carne no sabor e depois levantou US$ 75 milhões para ultrapassar a Beyond Meat na entrada no varejo de supermercado antes que as rivais dominassem a gôndola.
Em 2017-08-01, a Impossible Foods havia levantado a rodada de US$ 75 milhões, chegando a quase US$ 300 milhões em financiamento total, e estava escalando a produção em sua fábrica de Oakland rumo a 1 milhão de libras de carne vegetal moída por mês. Seus hambúrgueres ainda estavam disponíveis apenas em restaurantes selecionados, com o varejo de supermercado como próximo passo; a empresa não estava fornecendo mais detalhes financeiros, e o CEO Patrick Brown argumentava publicamente que os investidores deveriam fazer uma diligência mais profunda sobre a ciência por trás dos negócios.
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As fontes
- Impossible Foods just raised $75 million for its plant-based burgers TechCrunch · techcrunch.com ·