Mobile money: depósitos, transferências e pagamentos por celular, construídos sobre a rede da Safaricom no Quênia.

Que os quenianos sem conta bancária movimentariam dinheiro pelo celular em vez de usar dinheiro em espécie e encomendas enviadas por ônibus — um negócio de massa, não uma ferramenta de microfinanças.

Desenvolvida com financiamento do Departamento para o Desenvolvimento Internacional do Reino Unido e da Vodafone, executada pela Sagentia (Safaricom newsroom).

Em 2007, a Safaricom lançou a M-Pesa, construída com financiamento do governo britânico e da Vodafone e executada pela Sagentia. Os primeiros 500 clientes de teste deveriam usá-la para pagar empréstimos de microfinanças, mas, em vez disso, começaram a enviar dinheiro uns aos outros — e a proposta de valor central da equipe, "enviar dinheiro para casa", surgiu da observação desse comportamento. O CEO Michael Joseph elevou a meta do primeiro ano de 300 mil para um milhão logo após o lançamento; a equipe cadastrou dois milhões de clientes no primeiro ano (Safaricom newsroom).

O working paper de Jack e Suri para o NBER (2011) documentou a rapidez com que as famílias adotaram a M-Pesa para poupar, enviar remessas e fazer compras. No ano fiscal de 2023, a M-Pesa processou 21,03 bilhões de transações no valor de KShs 35,86 trilhões — quase três vezes o PIB do Quênia —, com o valor crescendo 21,4% e o volume 33,5% em relação ao ano anterior; a receita da M-Pesa subiu 8,8%, para KShs 117,2 bilhões, e os pagamentos globais cresceram 17% (Safaricom Annual Report 2023; The Star).

Ainda em operação e em expansão: no ano fiscal de 2023 (encerrado em 31/03/2023), a M-Pesa é o maior motor de receita da Safaricom e a principal plataforma de mobile money da África, processando até 2.600 transações por segundo e sustentando produtos de crédito como o Fuliza, enquanto a Safaricom implanta operações na Etiópia.

Digitalizou um comportamento já existente — enviar dinheiro para casa — em vez de inventar um novo, e foram os próprios usuários do piloto que apontaram para isso.

A viabilidade econômica foi comprovada pelo uso real: no ano fiscal de 2023, a plataforma movimentou quase três vezes o PIB do Quênia em um único ano.

Alcançou pessoas excluídas pelo sistema bancário, cadastrando dois milhões de clientes no primeiro ano.

A Safaricom já tinha distribuição — assinantes de celular e uma rede de agentes — para transformar uma ferramenta de pagamentos em um serviço de utilidade pública de massa.

Acompanhe o que os usuários realmente fazem: os primeiros usuários de teste da M-Pesa transformaram uma ferramenta de pagamento de empréstimos em transferências entre pessoas — a Safaricom reformulou a proposta em torno de "enviar dinheiro para casa" e criou uma categoria.

Conforme a reportagem do The Star de 10 de julho de 2023 e o relatório anual da Safaricom do ano fiscal de 2023, a M-Pesa é o maior motor de receita da Safaricom e a principal plataforma de mobile money da África: 21 bilhões de transações no valor de KShs 35,9 trilhões no ano, com os pagamentos globais crescendo 17% e produtos de crédito como o Fuliza agregados por cima. A Safaricom está implantando operações na Etiópia, e o serviço continua a se expandir além das transferências entre pessoas para pagamentos a comerciantes, empréstimos e um super app — uma aposta viva que segue sendo ampliada, e não uma história concluída.

CONFIRA AS EVIDÊNCIAS

As fontes

  1. Mobile Money: The Economics of M-PESA (Working Paper 16721) NBER · nber.org
  2. M-PESA — Annual Report 2023 Safaricom · safaricom.co.ke
  3. M-Pesa transacted Sh36 trillion, three times Kenya's GDP — report The Star (Kenya) · the-star.co.ke ·
  4. How M-PESA was created Safaricom Newsroom · newsroom.safaricom.co.ke ·