A FormFormForm fabrica a Sugru, uma cola moldável que funciona como massa adesiva flexível para reparos e cura formando borracha de silicone durável, fundada em 2004 pela inventora irlandesa Jane Ní Dhulchaointigh com James Carrigan e Roger Ashby.
A aposta
Que o crowdfunding poderia financiar tanto o negócio quanto o desafio de conscientização para um novo material de consumo; a aposta ruiu quando o financiamento por dívida foi retirado.
£3,4 milhões em crowdfunding (2015), £1,6 milhão em segunda rodada (2017), uma linha de crédito de £4 milhões do CYBG, da qual a segunda tranche de £1,5 milhão foi retirada, além de investidores tradicionais, incluindo Medra Capital, Antipodean Ventures e LocalGlobe.
A inventora Jane Ní Dhulchaointigh desenvolveu a cola moldável e cofundou a empresa em 2004; o culto em torno da Sugru rendeu-lhe um lugar na lista das 50 melhores invenções de 2010 da revista Time e uma comunidade de usuários on-line.
A Sugru registrou crescimento de vendas de dois dígitos por anos, incluindo um aumento de 20% ano a ano em dezembro, e chegou ao varejo físico por meio de redes como a Target nos Estados Unidos. Mas gerar conscientização por meio do varejo mostrou-se mais difícil e mais lento do que o esperado. A empresa cortou pessoal em duas rodadas em 2016, transferiu a montagem para o México para melhorar as margens, lançou uma formulação 'segura para a família' para crianças a partir de oito anos e entrou na África do Sul, França, Austrália, Nova Zelândia e Canadá. Os lançamentos geraram picos de vendas, mas os níveis contínuos necessários mostraram-se difíceis de sustentar. Em novembro de 2017, o CYBG retirou a segunda tranche de £1,5 milhão de sua linha de crédito de £4 milhões — 'Isso nos deixou muito expostos', disse Ní Dhulchaointigh — e, no início de 2018, vários dos maiores acionistas, junto com o banco, trabalharam para viabilizar uma venda.
A especialista alemã em adesivos Tesa fez uma oferta formal em março de 2018; aceita por 51% dos acionistas, avaliando as ações a 9 pence — cerca de £7,6 milhões pela empresa — com investidores perdendo até 90% do investimento inicial. A venda foi concluída na semana seguinte à reportagem, com a expectativa de que funcionários e Ní Dhulchaointigh permanecessem.
O fracasso não é do produto, mas da estrutura de financiamento: ações a 9 pence diante de uma marca querida com crescimento de 20% mostram com que rapidez a retirada de uma tranche de dívida reprecifica tudo.
O crowdfunding funcionou também como tese de marketing, e a própria nota da empresa admite que nem as metas nem a escala do desafio de conscientização foram compreendidas.
A venda preserva o que importa para os clientes — funcionários e a inventora permanecem sob uma especialista em adesivos — enquanto quase elimina o grupo que a financiou.
É um raro post-mortem em que os números dos dois lados são públicos: £3,4 milhões e £1,6 milhão captados no crowdfunding, £7,6 milhões na saída, 51% de aceitação pelos acionistas.
O capital de crowdfunding chega sem a disciplina de acompanhamento institucional: quando a história de crescimento derrapa, não há um segundo cheque estruturado, e a retirada de uma única tranche bancária força uma venda de liquidação.
A venda à Tesa foi concluída na semana seguinte à reportagem de 17 de maio de 2018, com a expectativa de que funcionários da Sugru e Ní Dhulchaointigh permanecessem na empresa. O material não relata desdobramentos posteriores.
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As fontes
- Investors in Sugru lose up to 90% of their money The Irish Times · irishtimes.com ·