A DoorDash é um serviço de entrega de comida de restaurantes nos EUA e no Canadá, construído sobre sua própria plataforma de logística, que ela também vende a restaurantes por meio do Drive, para que possam oferecer entrega viabilizada pela DoorDash em seus próprios sites e aplicativos.

Uma vez que cada pedido passa a ter margem de contribuição positiva, a entrega deixa de ser um jogo de subsídios — e a mesma plataforma pode escalar para 1.600 cidades e ir além dos restaurantes.

Cerca de US$ 186 milhões levantados antes da rodada, segundo o CrunchBase citado na matéria do TechCrunch; a Série D acrescentou US$ 535 milhões liderados pelo SoftBank Group, com participação da Sequoia, da GIC e do Wellcome Trust.

No início de 2018, havia uma suposição generalizada de que a entrega sob demanda só funcionava com subsídios de capital de risco. A DoorDash havia levantado cerca de US$ 186 milhões — incluindo uma rodada da Sequoia em 2014 e uma captação em 2016 a uma avaliação acima de US$ 700 milhões, ambas vinculadas na matéria do TechCrunch — e o contra-argumento do CEO Tony Xu era que uma plataforma de logística sofisticada poderia tornar cada pedido lucrativo.

Em 2018-03-01, a DoorDash anunciou uma Série D de US$ 535 milhões liderada pelo SoftBank Group, com participação da Sequoia Capital, da GIC e do Wellcome Trust; Jeffrey Housenbold, do SoftBank, e Jeremy Kranz, da GIC, entraram para um conselho que já incluía Alfred Lin, da Sequoia, e John Doerr, da Kleiner Perkins. Xu disse que o financiamento foi impulsionado por uma tese comprovada: a empresa havia se tornado positiva em margem de contribuição no ano anterior e lucrativa em seus primeiros mercados, e trabalhava com quase 90% das 100 maiores marcas de restaurantes dos EUA. O dinheiro foi destinado a expandir de 600 para 1.600 cidades nos EUA e no Canadá, contratar mais 250 pessoas e investir no Drive, que Xu queria levar além dos restaurantes naquele ano.

A DoorDash atingiu uma economia por pedido com margem de contribuição positiva antes de captar, de modo que o SoftBank estava financiando crescimento, e não subsidiando perdas.

A rodada foi liderada pela tese no estilo Vision Fund do SoftBank de que a logística, e não a comida, era o ativo: o Drive dava à mesma plataforma um caminho além dos restaurantes.

O lado da demanda da DoorDash já estava comprovado — quase 90% das 100 maiores marcas de restaurantes dos EUA trabalhavam com ela em 600 cidades.

Xu só captou depois que o manual operacional estava comprovado, o que permitiu à empresa apresentar a expansão de 600 para 1.600 cidades como execução, e não como especulação.

Uma categoria descartada como dependente de subsídios ainda pode ser um negócio real quando a cunha é a tecnologia: comprovar a margem de contribuição por pedido, e não a fé, foi o que destravou uma rodada de crescimento de US$ 535 milhões.

Em 2018-03-01, a Série D acabara de ser anunciada: a DoorDash disse que expandiria de 600 para 1.600 cidades nos EUA e no Canadá, contrataria mais 250 pessoas e investiria no Drive, com Xu esperando algumas entregas fora do segmento de restaurantes na plataforma naquele ano. Ele disse que a rodada não mudava o pensamento sobre IPO, apenas acrescentava flexibilidade. A matéria do TechCrunch não registra nenhum marco posterior, então esta entrada termina no anúncio.

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As fontes

  1. DoorDash raises $535M, now valued at $1.4B TechCrunch · techcrunch.com ·
  2. DoorDash raises $535M, now valued at $1.4B — Hacker News Hacker News · news.ycombinator.com ·